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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Dois dedos de chá e... Dando a Volta por Cima

Okay, devo confessar que adoro contar a história por trás desse livro porque Dando a Volta Por Cima de ensinou algo fundamental ao comprar livros: não julgue um livro pela capa. Parece algo bobo, mas sempre julgamos as capas. Seja sincero consigo mesmo e admita! 


Bienal de 2010. Eu já havia gastado muito dinheiro em livros e decidi guardar meus últimos dez reais num canto da carteira. Eu estava com mais duas amigas, e uma delas queria comprar um livro para o pai dela, então demos mais um volta, até que ela entrou em um stand que eu nunca entraria porque, aparentemente, não havia nada que eu gostava, mas entrei para acompanha-la. Uma outra amiga minha estava vendo os livros quando ela me chamou e me mostrou esse livro, dizendo “Achei a sua cara”.

Dei aquela avaliada na capa e pensei logo de cara “parece um livro de auto ajuda”. Para a minha amiga não ficar sem graça, eu comecei a ler a sinopse, mas já ouviu aquela famosa frase “a primeira impressão é aquela que fica”? Então, a impressão de livro de auto ajuda foi a que ficou, porém a sinopse parecia interessante. Olhei o preço e adivinhem quanto custava o livro? Dez reais, exatamente a quantia que eu tinha guardado em caso de emergências ou algo do tipo. Mesmo tendo a forte impressão de que o livro era uma porcaria, eu o comprei. E devo dizer que foram os dez reais mais bem pagos da minha vida, Dando a Volta por Cima foi a minha melhor aquisição daquela Bienal, é o tipo de livro que a capa não faz jus nenhum a história, e isso me deixa louca da vida!

Dando a Volta por Cima é o livro de estreia de Anna Maxted, que se inspirou na própria perda do pai para escrever a história de Helen Bradshaw, a protagonista do livro. Esse é o seu único livro traduzido para o português, mas Anna Maxted é autora de quatro outros sucessos ingleses.

A história começa meio estranha, a vida da Helen é uma confusão só: ela namora um total e completo babaca, tem uma paixãozinha platônica pelo cara que divide o apartamento com ela, sua chefe é terrível, seu carro é um ferro velho, sua mãe é uma exagerada e ela não se dá bem com o pai (que acabou de ter um infarto). Parece que você caiu ali de paraquedas no meio desse caos. Mas não se preocupe, logo nos primeiros capítulos você já entende tudo o que está acontecendo.
 
Após a morte de seu pai, a mãe de Helen parece pirar e ficar totalmente dependente dela - o que impede, de certa forma, que Helen siga sua vida. Para ajudar, sua vida amorosa vira um completo furacão quando ela termina com seu namorado babaca, o cara com que divide o apartamento começa a dar mole para ela e um veterinário simpática aparece do nada. 
 
Impossível não se apegar a Helen! É um livro ótimo, bem escrito, engraçado, divertido e cheio de situações constrangedoras que todos nós já passamos (ou quase). Quem já leu Melancia ou Bridget Jones e adorou, com certeza vai gostar de Dando A Volta Por Cima também.
 
Esse é o tipo de livro que daria um ótimo filme para quem gosta de comédias românticas - ainda sonho com o dia em que vou para o cinema mais próximo e dou de cara com um cartaz de Dando a Volta Por Cima!
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O poder de sedução da paçoca





Acordei com vontade de paçoca ontem. Muita vontade de paçoca, para falar a verdade. Então eu pensei “Okay, por que a paçoca é um doce tão sedutor assim? O que ela tem que os outros não tem?” e, diante dessas perguntas, resolvi pesquisar porque o poder de sedução da paçoca é tão grande.

A paçoca é uma comida de origem indígena, originalmente à base de farinha de mandioca e carne seca. Há também a paçoca de amendoim, feita de farinha de mandioca, açúcar e amendoim – doce típico do interior de São Paulo.  A paçoca é uma comida muito apreciada, é muito consumida na Semana Santa e em festas juninas. “O preparo da paçoca para a Semana Santa, vai além da culinária em si, é um ritual cristão de valorização do amor e da harmonia em família” (e ainda dizem que não se aprende nada na internet).

Ela é tão querida que existem festas dedicadas à paçoca! Em Minas Gerais existe um evento anual chamado Festa Nacional da Paçoca, em Bonito de Minas, que festeja a paçoca tradicional feita de carne bovina, e em São Paulo, na cidade de Pilar do Sul, existe o Festival da Paçoca. Além disso há diversas adaptações da paçoca e receitas com ela, como o sorvete de paçoca, cup cake de paçoca, pavê, pudim, torta de paçoca, paçoca diet, bolo de paçoca... Sim, a paçoca pode atingir todos os públicos. Acho que é por isso que é impossível não gostar de paçoca.

Pesquisando um pouco mais, descobri que há 7 tipos de comedores de paçoca:


  • aquele que come a paçoca rolha sem quebrar
  • o que come a última
  • aquele que come quebrando toda a paçoca
  • o que come qualquer uma
  • o que come achando que ela é um bacon, só que de amendoim
  • aquele que come todas
  • o que encontra o pote vazio


Após muitas pesquisas, foi-se descoberta a verdadeira composição paçocal. O resultado foi surpreendente. A paçoca causa, segundo pesquisas, muitos efeitos, mas todos se diferenciam de pessoa para pessoa: o ato de comer paçoca pode causar dependência, alucinações (muitos dos entrevistados nas pesquisas alegaram estar comendo um pedaço do céu, ao ingerir paçoca) e pode instigar preconceito. Atualmente, os paçoqueiro assumidos sofrem enorme discriminação principalmente pela alta sociedade. Hoje em dia, ela é vendida por traficantes em qualquer cantina, mercado e até mesmo em escolas a preço muito baratos, em média de R$0,70. É um dos produtos ilegais mais acessíveis para a população, perdendo apenas para a maconha e para os filhotes de gatos.

Porém a paçoca é muito mais do que uma comida para alguns, eu me incluo nesses “alguns”. Todos os nossos sentidos são responsáveis pela ativação da nossa memória, inclusive o paladar e o olfato. Assim, finalmente descobri que o cheiro e o sabor da paçoca são responsáveis pelo poder de sedução da paçoca. A paçoca é um símbolo de amizade para mim; é ir na cantina da escola e gastar todo o dinheiro que você tem na mochila com paçoca só para poder dividi-las com os amigos e desafiá-los a dizer qualquer palavra com T e S. Comer paçoca é dividir momentos.


Já viu meu novo blog? Corre lá e dê uma olhada: ALAMEDA LITERÁRIA

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A arte milenar de cair



Você é uma daquelas pessoas que têm o dom de cair em público? Então seja bem vindo porque eu também faço parte desse clube. Meu repertório de tombos é bem grande e hoje eu ganhei mais um para a coleção, no banho para variar. Sempre escorrego naquele piso. E não adianta aqueles tapetinhos antiderrapantes porque eu consigo escorregar mesmo assim

Eu caio tanto que eu nem cheguei ainda no chão e já estou dando risada, porque os meus tombos são sempre idiotas. É sério. O primeiro tombo de que eu me lembro foi quando eu tinha 3 anos e dormi em um banco que ficava na garagem da minha casa, eu cai do banco, quebrei a clavícula e fiquei toda roxa. Viu? Um tombo ridículo e eu me quebrei toda.

Sabe quando você se balança só com as pernas de trás de cadeira? A minha professora da 4ª série ficava louca da vida quando alguém fazia isso na sala, então eu nunca tentei fazer isso antes. Mas teve um dia eu estava um pouco rebelde e resolvi tentar, viver na beira do perigo... sabe como é. Cai tão bonito que fiz um corte a cabeça e chamaram a minha mãe para ela me levar ao hospital. Vergonhoso.

E no ônibus então? Até já perdi as contas de quantas vezes eu já cai em cima de pessoas estranhas. . Tem coisa mais vergonhosa num tombo do que cair em cima de um estranho? Eu desconheço. Teve uma vez que o motorista fez uma curva bem fechada. O antiderrapante do chão não foi o bastante, nem as minhas mãos, o meu corpo ia cada vez mais para o lado e eu acabei quase em cima de uma senhorinha que estava sentada na minha frente. Precisavam ver a cara de surpresa que ela fez ao me ver tão perto. Mas isso não foi nada comparado à vez que eu estava andando até a porta para descer no próximo ponto e o ônibus parou bruscamente (antes do ponto, claro) e eu quase caí no colo de um homem. São por histórias como essas que eu odeio andar de ônibus.

O mais besta, para mim, é quando eu tropeço e quase caio. Quando isso acontece eu começo a dar risada e não paro mais – principalmente quando eu tropeço no nada. E quando você está subindo uma escada sem olhar para os degraus e o seu pé dá aquela topadinha no degrau de cima da escada e você quase cai? Sou doutorada nesse tipo de “quase tombo”. O tombo mais vergonhoso da minha vida aconteceu mais ou menos assim, só que eu estava descendo a escada. Estava no 1º ano do ensino médio, minha sala tinha sido dispensada mais cedo e eu e meus amigos descemos a escada conversando. Eu pisei em falso e desci uns cinco degraus de bunda. O pior nem foi cair, foi ouvir várias risadas (fora a minha) vindo atrás – os alunos de 3º ano também foram dispensados mais cedo e viram o meu pequeno espetáculo.

De tanto cair (ou quase cair) eu adotei um mantra para essas horas: se é para cair, que seja engraçado. Chega de ouvir as risadas dos outros, eu também quero rir das minhas quedas.