terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A arte milenar de cair



Você é uma daquelas pessoas que têm o dom de cair em público? Então seja bem vindo porque eu também faço parte desse clube. Meu repertório de tombos é bem grande e hoje eu ganhei mais um para a coleção, no banho para variar. Sempre escorrego naquele piso. E não adianta aqueles tapetinhos antiderrapantes porque eu consigo escorregar mesmo assim

Eu caio tanto que eu nem cheguei ainda no chão e já estou dando risada, porque os meus tombos são sempre idiotas. É sério. O primeiro tombo de que eu me lembro foi quando eu tinha 3 anos e dormi em um banco que ficava na garagem da minha casa, eu cai do banco, quebrei a clavícula e fiquei toda roxa. Viu? Um tombo ridículo e eu me quebrei toda.

Sabe quando você se balança só com as pernas de trás de cadeira? A minha professora da 4ª série ficava louca da vida quando alguém fazia isso na sala, então eu nunca tentei fazer isso antes. Mas teve um dia eu estava um pouco rebelde e resolvi tentar, viver na beira do perigo... sabe como é. Cai tão bonito que fiz um corte a cabeça e chamaram a minha mãe para ela me levar ao hospital. Vergonhoso.

E no ônibus então? Até já perdi as contas de quantas vezes eu já cai em cima de pessoas estranhas. . Tem coisa mais vergonhosa num tombo do que cair em cima de um estranho? Eu desconheço. Teve uma vez que o motorista fez uma curva bem fechada. O antiderrapante do chão não foi o bastante, nem as minhas mãos, o meu corpo ia cada vez mais para o lado e eu acabei quase em cima de uma senhorinha que estava sentada na minha frente. Precisavam ver a cara de surpresa que ela fez ao me ver tão perto. Mas isso não foi nada comparado à vez que eu estava andando até a porta para descer no próximo ponto e o ônibus parou bruscamente (antes do ponto, claro) e eu quase caí no colo de um homem. São por histórias como essas que eu odeio andar de ônibus.

O mais besta, para mim, é quando eu tropeço e quase caio. Quando isso acontece eu começo a dar risada e não paro mais – principalmente quando eu tropeço no nada. E quando você está subindo uma escada sem olhar para os degraus e o seu pé dá aquela topadinha no degrau de cima da escada e você quase cai? Sou doutorada nesse tipo de “quase tombo”. O tombo mais vergonhoso da minha vida aconteceu mais ou menos assim, só que eu estava descendo a escada. Estava no 1º ano do ensino médio, minha sala tinha sido dispensada mais cedo e eu e meus amigos descemos a escada conversando. Eu pisei em falso e desci uns cinco degraus de bunda. O pior nem foi cair, foi ouvir várias risadas (fora a minha) vindo atrás – os alunos de 3º ano também foram dispensados mais cedo e viram o meu pequeno espetáculo.

De tanto cair (ou quase cair) eu adotei um mantra para essas horas: se é para cair, que seja engraçado. Chega de ouvir as risadas dos outros, eu também quero rir das minhas quedas.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pessoas que odiamos: por que elas nos perseguem?


Eu não sou o tipo de pessoa que usa o termo “odiar” com muita frequência porque eu acho essa palavra muito forte. Prefiro utilizar o termo “não gosto” ou “não vou com a cara” porque geralmente é isso mesmo o que acontece. Porém há uma pessoa, só uma pessoa nesse mundo, que eu realmente odeio. Nossa relação se baseia no verbo odiar: eu a odeio, ela me odeia, nós nos odiamos. Pois é, pessoas vêm, pessoas vão, mas justo ela, justo a pessoa que eu odeio, não sai do meu pé e depois de ontem eu cheguei à conclusão de que ela me persegue.

Como eu sou uma pessoa boa (e posso ser processada), eu não citarei nomes nessa postagem, mas isso não me impede de explicar a minha teoria de perseguição.

Estudamos todo o ensino fundamental na mesma escola e na 3ª série ela chamou algumas meninas mais velhas para me ameaçarem. Até esse ponto eu poderia não odiá-la profundamente o resto da minha vida, mas sabe o que ela fez? Ela inverteu totalmente a história e espalhou para Deus e o mundo que eu tinha chamado meninas que pareciam muralhas para ameaçarem ela. Por conta disso, eu fiquei sozinha o ano todo porque todos tinham medo de chegar perto de mim. Esse foi o pior ano na escola da minha vida. Os anos seguintes se resumem ao verbo ignorar: eu a ignorei, ela me ignorou, nós nos ignoramos.

Ela queria estudar na mesma escola que eu estudaria no ensino médio, mas não conseguiu. Isso não a impediu de entrar lá um ano depois e ir na mesma van que ia. Quero dizer, há dezenas de vans escolares naquela escola, por que justa a minha? E quando eu comecei a pensar que a ideia de perseguição era algo da minha cabeça, eu entrei na escola de inglês que eu vou há 7 anos e quem eu vejo lá? Ela – ela havia começado a trabalhar lá, justo aos sábados, quando eu tenho aula. E ontem eu tive uma prova de inglês, uma prova que seria aplicada em três dias diferentes e que o aluno poderia escolher o melhor dia e horário para ele, e sabe quem resolveu fazer a mesma prova, no mesmo dia, horário e sala que eu? ELA.

Depois de ontem eu fiquei me perguntando “Deus, querido, fofo, amado, por que ela me persegue? Por que ela não pode simplesmente sair da minha vida e me deixar em paz? Por que eu não posso ir a um lugar que eu gosto, que eu me sinto bem, sem cruzar com aquela cara de b*sta dela?”. Eu já tentei não odiá-la, não pensar nela, mas não dá, só eu sei o que já passei por causa dela e não dá para esquecer uma pessoa que está a todo momento cruzando com você.

Querida, nosso relacionamento não funciona mais, se tornou uma relação doentia. A ruptura precisa acontecer e, admita, nós duas crescemos e precisamos arcar com as consequências dos nossos atos, que geraram nesse sentimento mútuo de ódio. Então siga em frente, seja feliz porque eu já sou, e pare de perseguir. Faça um favor para nós duas: me esqueça.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Coisas que todo casal precisa fazer algum dia






Se você namora, não importa há quanto tempo, já percebeu que essa é uma parceria com seus pontos negativos e positivos e que, às vezes, pode ser difícil abrir mão de certas coisas, aguentar algumas manias irritantes, aprender a lidar com novos sentimentos e nova rotina. E não importa o quão difícil todas essas coisas possam parecer, os momentos bons sempre compensam toda essa pressão.

Pensando nisso, eu fiz uma lista de pequenas coisas que todo casal precisa fazer algum dia e de situações, mesmo que desagradáveis, uma hora ou outra, um relacionamento passa.

Cozinhar: Sempre há o momento na relação que os dois buscam fazer algo diferente, então por que não cozinharem juntos? Parece algo chato, mas sempre acaba sendo divertido. Comece procurando alguma receita de comida que os dois nunca tenham comido e têm vontade de experimentar. Se possível façam tudo juntos – desde a compra dos ingredientes até a comilança quando tudo estiver pronto. Cozinhar junto é garantia de alguns desentendimentos com a receita e muitas risadas.

Cuidar de um doente: Como um casal, vocês irão passar por muita coisa juntos e, como todos nós somos humanos, vocês ficarão doentes algumas vezes. Nessas horas gostamos de ser mimados, especialmente pelos nossos companheiros. Queremos carinho, atenção, às vezes até comida na boca e é sempre bom conhecer alguns remédios.

Ouvir músicas diferentes: Se vocês gostam do mesmo estilo musical, ótimo, mas se não está na hora de se acostumar com o que seu(sua) namorado(a) gosta de ouvir. Ouça com boa vontade já que ele(a) também terá que escutar algumas músicas que você gosta.

Se re-apaixonar: Há um momento na relação em que se re-apaixonar é preciso. Não se sabe quando exatamente isso irá acontecer, pode ser com 3 meses, 6 meses, 1 ano... Uma hora a relação se desgasta, você começa a se lembrar do início, de quando vocês se conheceram e começa a pensar que as coisas não são mais as mesmas, as emoções não são mais as mesmas, o friozinho na barriga se mandou e nem deixou o e-mail para reclamações. O celular vibra com uma mensagem nova dele(a) e você pensa “no comercial eu respondo”. Pois é, isso é normal e faz parte da lei da vida aprender a lidar com essas situações. Como? Se re-apaixonando. Re-conquiste seu namorado(a), saiam, vão para o cinema, vão jantar fora, façam coisas novas. Digam coisas novas. Revivam os momentos bons e façam novos.
 
Jogar: Sim, você pode não ser muito fã de jogos, mas todo casal um dia joga junto. Pode ser qualquer coisa: vídeo game, joguinho do celular, baralho, dama, uno, jogo da vida... as opções são inúmeras. E se você é competitivo como eu, meu amigo, é melhor manter a calma porque o amor de vocês será testado durante o jogo. Meu namorado sabe que eu o amo, mas quando eu estou jogando e ele está ganhando... é melhor nem chegar perto.

Conversar sério: Rir é ótimo, se divertir com quem se ama é melhor ainda, mas nem tudo é um mar de rosas né. Sempre tem alguma coisa que te incomoda no outro, pode ser a mania de estalar os dedos dele, ou o decote desnecessário dela, as calças largas demais que ele usa, o jeito controlador dela, como o cabelo dele fica, o medo inexplicável dela que você um dia a traia... a lista é longa, mas pode ficar pequena, basta conversar. Criticar o tempo todo é um veneno para qualquer relação, então é importante saber a hora certa para fazê-la e não tentar mudar radicalmente seu companheiro. Se ponha no lugar dele e veja se o que você está reclamando ou pedindo não é algo tão mirabolante. É também necessário estar pronto e saber ouvir críticas.
 
Controlar o ciúme: Parece difícil e estarei mentindo descaradamente se dizer que é fácil, que o ciúmes desaparece com o tempo. Isso é mentira. Mas a verdade é que você acaba aprendendo a lidar com o ciúme. Lembre-se que o ciúme é bom e faz parte de uma relação saudável, mas não exagere nem dê escândalo, por favor.

Beijar no cinema: Se você ainda não fez isso, não sabe o que está perdendo – e eu também não vou te contar.

Conversar sobre tudo: E quando eu digo que é preciso conversar sobre tudo é sobre tudo mesmo: seus medos, o que você gosta ou não gosta que ele(a) faça, o futuro de vocês, assuntos de homem/mulher, coisas que você gosta (mesmo que o seu companheiro não se interesse sobre o assunto, é bom sentir o entusiasmo do outro, mas não se estenda muito), família, briga com os amigos, sexo (ora, se vocês estão juntos uma hora ou outro isso poderá acontecer, não é?), escola, trabalho... tudo!

Tirar uma foto engraçada: Namorar é rir do outro e de si mesmo, então por que não imortalizar esses momentos e rir mais um pouco?

Aguentar perrengues: A palavra já diz tudo: companheiro. Ele(a) precisa estar junto de você em todos os momentos, inclusive os maus. Nessas horas o melhor que tem para fazer é ouvir o outro e ajudar, fazer tudo o que está ao seu alcance para ver seu companheiro feliz novamente.

Conservar amigos: É compreensível querer ficar perto do seu namorado(a) o tempo todo – ou pelo menos grande parte do tempo – e o que acontece com os amigos? Eles são deixados de lado, na maior parte das vezes, sem querer. Converse com o seu namorado(a) e reserve um tempinho para os amigos porque as coisas podem não dar certo com o(a) seu(sua) amado(a) e é eles que vão ouvir você chorar as pitangas né.

Conhecer a família do outro: Dá um nervoso, uma dor de barriga, parece que você vai tremer todo(a) e que tudo aquilo nunca mais vai acabar, mas é preciso. Conhecer os pais do(a) amado(a) é muito importante, afinal foram eles que trouxeram seu amor ao mundo. Seja você mesmo(a), eles não vão gostar se perceberam que você está tentando ser uma pessoa que você não é.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Primeira Postagem




O primeiro post de um blog sempre é muito importante. Os criadores sempre querem que ele seja especial, que o tema seja interessante e que agrade porque, a final de contas, o primeiro post é o “cartão de visitas” do blog: é a partir dele que os leitores captam o perfil do blog, os assuntos que serão tratados, o estilo de escrita de autor...  toda essas coisas que são fundamentais  para o leitor.

Pois bem, eu pesquisei muito algum tema legal para escrever sobre no meu primeiro post. Até fiz pesquisas para saber o que os leitores de blogs gostam de ler, mas foi tudo tempo perdido porque não existem pesquisas desse tipo (um absurdo  na minha opinião, uma pesquisa desse tipo poderia salvar vidas). Então eu pensei, já que o primeiro post diz tudo sobre um blog, por quê eu não faço um post sobre o que terá, ou não, no meu blog? Isso tornaria tudo mais fácil, prático, sem enrolação. Direto ao ponto.

Então aqui vai uma lista do que terá e do que não terá no meu blog:

Não terá:

  • Dicas de moda: seja original, vista o que você gosta, combinado?
  • Receitas: talvez tenha algumas, só “as melhores delícias do mundo” ou “é tão fácil que até o meu cachorro conseguiria fazer se ele tivesse polegar opositor”.
  • Pornografia: se você está a fim de ver pessoas peladas, dá o fora. Já.
  • Dicas de jogos: como está escrito ali no meu perfil, eu sou uma quase nerd. Gosto de livros, tecnologia, estudar... mas jogos? Eu só jogo aqueles joguinhos que o seu irmão de 5 anos joga, como Pac Man, The Sims, Jetpack Joyride e Cut The Rope. Deixa esse tema Jogos para o meu namorado, ele sim entende disso.
  • Notícias de bandas: já tem um monte de blogs sobre isso. É sério, procura no Google.


Terá:

  • Coisas legais: ou que eu acho legal. Ou que eu acho que as pessoas acham legal. Não sei.
  • Textos sobre o cotidiano: sabe... coisas que acontecem. Todos os tipos de situações. Primeiro beijo, briga com o melhor amigo, a foto horrível que usam para te chantagear, as aulas chatas, o idiota do ônibus, o desafio em comprar presentes, o cara estranho da rua de trás....
  • Relacionamentos: não só namoro, tá? Relacionamento com amigos e parentes também são relacionamentos, sabia?
  • Dicas sobre coisas úteis: ou não, podem ser coisas inúteis, tudo depende do seu ponto de vista.
  • Um pouco de tudo: é sério, terá um pouco de tudo (menos o que está na lista “Não terá”, claro).


Eu realmente espero que vocês gostem porque será muito divertido para mim escrever isso.