Eu não sou o tipo de pessoa que usa o termo “odiar” com muita frequência porque eu acho essa palavra muito forte. Prefiro utilizar o termo “não gosto” ou “não vou com a cara” porque geralmente é isso mesmo o que acontece. Porém há uma pessoa, só uma pessoa nesse mundo, que eu realmente odeio. Nossa relação se baseia no verbo odiar: eu a odeio, ela me odeia, nós nos odiamos. Pois é, pessoas vêm, pessoas vão, mas justo ela, justo a pessoa que eu odeio, não sai do meu pé e depois de ontem eu cheguei à conclusão de que ela me persegue.
Como eu sou uma pessoa boa (
Estudamos todo o ensino fundamental na mesma escola e na 3ª série ela chamou algumas meninas mais velhas para me ameaçarem. Até esse ponto eu poderia não odiá-la profundamente o resto da minha vida, mas sabe o que ela fez? Ela inverteu totalmente a história e espalhou para Deus e o mundo que eu tinha chamado meninas que pareciam muralhas para ameaçarem ela. Por conta disso, eu fiquei sozinha o ano todo porque todos tinham medo de chegar perto de mim. Esse foi o pior ano na escola da minha vida. Os anos seguintes se resumem ao verbo ignorar: eu a ignorei, ela me ignorou, nós nos ignoramos.
Ela queria estudar na mesma escola que eu estudaria no ensino médio, mas não conseguiu. Isso não a impediu de entrar lá um ano depois e ir na mesma van que ia. Quero dizer, há dezenas de vans escolares naquela escola, por que justa a minha? E quando eu comecei a pensar que a ideia de perseguição era algo da minha cabeça, eu entrei na escola de inglês que eu vou há 7 anos e quem eu vejo lá? Ela – ela havia começado a trabalhar lá, justo aos sábados, quando eu tenho aula. E ontem eu tive uma prova de inglês, uma prova que seria aplicada em três dias diferentes e que o aluno poderia escolher o melhor dia e horário para ele, e sabe quem resolveu fazer a mesma prova, no mesmo dia, horário e sala que eu? ELA.
Depois de ontem eu fiquei me perguntando “Deus, querido, fofo, amado, por que ela me persegue? Por que ela não pode simplesmente sair da minha vida e me deixar em paz? Por que eu não posso ir a um lugar que eu gosto, que eu me sinto bem, sem cruzar com aquela cara de b*sta dela?”. Eu já tentei não odiá-la, não pensar nela, mas não dá, só eu sei o que já passei por causa dela e não dá para esquecer uma pessoa que está a todo momento cruzando com você.
Querida, nosso relacionamento não funciona mais, se tornou uma relação doentia. A ruptura precisa acontecer e, admita, nós duas crescemos e precisamos arcar com as consequências dos nossos atos, que geraram nesse sentimento mútuo de ódio. Então siga em frente, seja feliz porque eu já sou, e pare de perseguir. Faça um favor para nós duas: me esqueça.

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