quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Pelo direito de ter dobrinhas
Eu sou gordinha. Não como sua amiga que vai à academia todos os dias e diz isso porque não foi ao treino ontem e comeu aquele pedaço de pudim hoje. Não, eu sou gordinha mesmo, tenho dobrinhas e alguns quilinhos a mais, mas... e dai? O mundo sempre foi meio burro mesmo quando o assunto é aparência.
Enquanto puderem e ainda restar forças, as mulheres sempre testarão dietas mirabolantes, tentarão usar roupas com uma numeração menor e nunca estarão satisfeitas com o próprio corpo. Isso tudo por quê? Porque somos bombardeadas diariamente por dezenas de imagens de modelos magérrimas que são consideradas lindas, verdadeiras beldades pela crítica e que nos fazem sentir um cocô de vez em quando. Sério, acho que a coisa mais frustrante em se fazer compras, para uma mulher, é achar um vestido lindo e não poder comprá-lo porque ele não cabe nela, já que a numeração dele é menor do que a que ela usa. Mas nem todas usam 38. Algumas usam 40, outras 44, algumas 52... e qual é o problema nisso?
Gordinhas são simpáticas, extrovertidas, muito bonitas, têm bom papo e sabem o melhor prato do restaurante (ou você acha que as dobrinhas surgem do nada?). Porém o que eu acho pior é que a gordinha, na maioria das vezes, não se valoriza, tem vergonha de si mesmo e algumas têm até medo de se relacionarem. Sim, é verdade. Elas não se sentem bem consigo mesmas e por isso têm medo de se relacionarem com garotas magras, de terem namorado. Acho que toda gordinha já se sentiu assim algum dia.
Mas quem disse que essa ode do pele-e-osso foi criada por homens? Vai me dizer que você nunca reparou que aquele cara que sempre está do lado de uma magrinha já olhou para aquele seu decote de respeito que todas as mulheres têm no guarda-roupa? Eles não estão nem ai, alguns nem sabem o que é estria e, falando sério, se o cara gosta mesmo de você ele não vai estar nem ai para o seu peso – experiência própria.
Como eu li uma vez, “Nós nos transformamos naquilo em que pensamos. Se você afirma que está gorda e feia, você automaticamente se transforma numa pessoa gorda e feia. Se você determina uma verdade sobre a sua pessoa, ninguém mais será capaz de mudá-la”. Então, minha filha, deixe invejosas falarem, deixe as pessoas olharem; assuma com orgulho suas dobrinhas porque gordinhas são assediadas (sim, claro, por que não seriam?), lindas e poderosas.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
O poder de sedução da paçoca
A paçoca é uma comida de origem indígena, originalmente à base de farinha de mandioca e carne seca. Há também a paçoca de amendoim, feita de farinha de mandioca, açúcar e amendoim – doce típico do interior de São Paulo. A paçoca é uma comida muito apreciada, é muito consumida na Semana Santa e em festas juninas. “O preparo da paçoca para a Semana Santa, vai além da culinária em si, é um ritual cristão de valorização do amor e da harmonia em família” (e ainda dizem que não se aprende nada na internet).
Ela é tão querida que existem festas dedicadas à paçoca! Em Minas Gerais existe um evento anual chamado Festa Nacional da Paçoca, em Bonito de Minas, que festeja a paçoca tradicional feita de carne bovina, e em São Paulo, na cidade de Pilar do Sul, existe o Festival da Paçoca. Além disso há diversas adaptações da paçoca e receitas com ela, como o sorvete de paçoca, cup cake de paçoca, pavê, pudim, torta de paçoca, paçoca diet, bolo de paçoca... Sim, a paçoca pode atingir todos os públicos. Acho que é por isso que é impossível não gostar de paçoca.
Pesquisando um pouco mais, descobri que há 7 tipos de comedores de paçoca:
- aquele que come a paçoca rolha sem quebrar
- o que come a última
- aquele que come quebrando toda a paçoca
- o que come qualquer uma
- o que come achando que ela é um bacon, só que de amendoim
- aquele que come todas
- o que encontra o pote vazio
Após muitas pesquisas, foi-se descoberta a verdadeira composição paçocal. O resultado foi surpreendente. A paçoca causa, segundo pesquisas, muitos efeitos, mas todos se diferenciam de pessoa para pessoa: o ato de comer paçoca pode causar dependência, alucinações (muitos dos entrevistados nas pesquisas alegaram estar comendo um pedaço do céu, ao ingerir paçoca) e pode instigar preconceito. Atualmente, os paçoqueiro assumidos sofrem enorme discriminação principalmente pela alta sociedade. Hoje em dia, ela é vendida por traficantes em qualquer cantina, mercado e até mesmo em escolas a preço muito baratos, em média de R$0,70. É um dos produtos ilegais mais acessíveis para a população, perdendo apenas para a maconha e para os filhotes de gatos.
Porém a paçoca é muito mais do que uma comida para alguns, eu me incluo nesses “alguns”. Todos os nossos sentidos são responsáveis pela ativação da nossa memória, inclusive o paladar e o olfato. Assim, finalmente descobri que o cheiro e o sabor da paçoca são responsáveis pelo poder de sedução da paçoca. A paçoca é um símbolo de amizade para mim; é ir na cantina da escola e gastar todo o dinheiro que você tem na mochila com paçoca só para poder dividi-las com os amigos e desafiá-los a dizer qualquer palavra com T e S. Comer paçoca é dividir momentos.
Já viu meu novo blog? Corre lá e dê uma olhada: ALAMEDA LITERÁRIA
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A importância de cada detalhe
A coisa mais
importante e especial da minha vida se chama Henrique, mede mais 1,70m, pesa
incríveis 53Kg (não, ele não é desnutrido), tem um sorriso cativante e lindos
olhos verdes e castanhos. Sim, os olhos dele têm duas cores, dois em um, sabe
como é. Gosto de fechar os olhos e rever nossa história antes de dormir. Faço
isso quase toda noite, em vez de contar carneirinhos. Gosto de construir toda a
linha do tempo, desde antes de você, passando especialmente pelo dia 31 de
janeiro, quando tudo começou. Exatamente, depois de ontem somos oficialmente um
casal com 1 ano de namoro.
Sua mania de
cutucar as pessoas antes de dizer alguma coisa importante, o jeito que você
deixa o capuz do agasalho cobrindo o pescoço, o estalar de dedos compulsivo...
tudo muito irritante. E importante. Eu sei que, quando você cutuca, é porque
quer que a pessoa preste atenção. Você cobre o pescoço com o capuz porque sente
frio na nuca e sei que quando estala os dedos você... você... ah, você quer me
irritar, não há outra explicação lógica para isso!
É a sua mão
segurando a minha, você me puxando para mais perto, o beijo bem dentro do
ouvido para doer com o barulho. Depois um beijo na bochecha para compensar. O
vento bagunçando meu cabelo e você o colocando atrás da minha orelha, sem
pressa. É o seu braço envolvendo meus
ombros no cinema, olhando para mim a cada cena romântica na busca de algum
vestígio de emoção. O beijo tímido sabendo que alguém pode estar olhando e que,
se eu perceber, ficarei envergonhada. As gargalhadas com as cenas engraçadas. Cada
susto um aperto. São os livros com que você me presenteou aos dezoito e no
natal. É o seu companheirismo, a pipoca e o brigadeiro de panela.
Me rendi ao
seu cheiro que me conforta, seu positivismo que me dá força para acreditar. O
seu sms quinta de madrugada. O beijo no nariz. Me rendi a nossa timidez e o
modo que diz amar quando eu te digo que é no seu abraço o meu lugar.
Quando o meu
olhar mira o seu e o seu olhar flerta com o meu... quase podemos nos decifrar.
Essa atmosfera tem cheiro de manga. Cor de maçã do amor. Clima de outono. É beijar
num dia frio e sentir o rosto esquentar com um leve rubor.
Nunca pensei
que amaria tantos detalhes que, se pertencessem á qualquer outro ser humano, eu
nem notaria ou daria o mínimo de atenção. Mas acontece que com você não há
detalhe que não seja importante.
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