terça-feira, 30 de abril de 2013

Dois dedos de chá e... O Teorema Katherine



Estava eu, à busca de um novo livro há mais ou menos um mês atrás, quando me deparei com uma capa engraçadinha que amei logo de cara. E, como se isso não bastasse, o título também me chamou bastante a atenção. Como assim um teorema voltado para uma pessoa?!  Pois bem, morrendo de curiosidade, lá fui eu atrás da sinopse.



“19 Katherines por enquanto... Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo o mundo tem seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. E todas elas – cada uma, individualmente falando – terminaram com ele”.



Terminei de ler pensando “Coitadinho, 19 pés na bunda de 19 Katherines diferentes... deve ser horrível, mas o desgraçado não aprendeu nas primeiras, sei lá, 4 vezes?”. Mesmo depois de achar o tal do Colin Singleton um idiota, comprei o livro e devo dizer que O Teorema Katherine foi a minha melhor aquisição do ano até agora. Devo dizer também que o Colin não é um idiota como havia pensado, ele é um cara legal, mas sua vida amorosa segue um ciclo não muito... favorável. Colin conhece Katherine. Katherine gosta de Colin. Colin e Katherine namoram. Katherine dá um pé na bunda de Colin. E é sempre assim.



O livro começa na manhã seguinte à formatura do ensino médio (e após a Katherine XIX terminar o namoro). Colin está no fundo do poço – ou melhor, esparramado no carpete do seu quarto. Parece que seu mundo acabou junto com o ensino médio. Quando criança, Colin foi considerado um garoto prodígio, mas com o tempo ele descobriu que a grande maioria dos garotos prodígios tornam-se pessoas normais quando adultas e Colin passou a vida inteira estudando para não ser uma pessoa normal. O sonho dele era ser um gênio, ter seu momento “Eureca” e ser lembrado por algum grande feito no futuro. Mas o colégio acabou, ele é um Terminado sem cura e não sabe o que fazer da vida.



Hassan convence o melhor amigo a cair na estrada e é isso que os dois fazem. Dirigindo o Rabecão do Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e Hassan no carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, vai parar numa cidadezinha típica do interior chamada Gutshot, no Tenesse, e lá ele tem seu tão esperado momento “Eureca”.



Colin descobre sua verdadeira missão no mundo: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines – um teorema que tornará possível antever, com pura matemática, o desfecho de qualquer relacionamento. Uma descoberta que vai entrar para a história, elevando Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio. E também, é claro, vai ajuda-lo a reconquistar sua garota. Ou não.



John Green (sim, o mesmo autor de “A Culpa É Das Estrelas”) consegue prender o leitor ao livro com seu enredo extremamente interessante, suas notas de rodapé engraçadíssimas e com uma explicação simples e básica para os leitores que, assim como eu, odeiam matemática entenderem o teorema de Colin sem grandes dificuldades.


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