Estava eu, à
busca de um novo livro há mais ou menos um mês atrás, quando me deparei com uma
capa engraçadinha que amei logo de cara. E, como se isso não bastasse, o título
também me chamou bastante a atenção. Como assim um teorema voltado para uma
pessoa?! Pois bem, morrendo de
curiosidade, lá fui eu atrás da sinopse.
Terminei de
ler pensando “Coitadinho, 19 pés na bunda de 19 Katherines diferentes... deve
ser horrível, mas o desgraçado não aprendeu nas primeiras, sei lá, 4 vezes?”.
Mesmo depois de achar o tal do Colin Singleton um idiota, comprei o livro e devo
dizer que O Teorema Katherine foi a minha melhor aquisição do ano até agora. Devo
dizer também que o Colin não é um idiota como havia pensado, ele é um cara legal,
mas sua vida amorosa segue um ciclo não muito... favorável. Colin conhece
Katherine. Katherine gosta de Colin. Colin e Katherine namoram. Katherine dá um
pé na bunda de Colin. E é sempre assim.
O livro
começa na manhã seguinte à formatura do ensino médio (e após a Katherine XIX
terminar o namoro). Colin está no fundo do poço – ou melhor, esparramado no
carpete do seu quarto. Parece que seu mundo acabou junto com o ensino médio.
Quando criança, Colin foi considerado um garoto prodígio, mas com o tempo ele
descobriu que a grande maioria dos garotos prodígios tornam-se pessoas normais quando
adultas e Colin passou a vida inteira estudando para não ser uma pessoa normal.
O sonho dele era ser um gênio, ter seu momento “Eureca” e ser lembrado por algum grande feito no futuro. Mas o
colégio acabou, ele é um Terminado sem cura e não sabe o que fazer da vida.
Hassan
convence o melhor amigo a cair na estrada e é isso que os dois fazem. Dirigindo
o Rabecão do Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e Hassan no carona,
o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, vai parar
numa cidadezinha típica do interior chamada Gutshot, no Tenesse, e lá ele tem
seu tão esperado momento “Eureca”.
Colin
descobre sua verdadeira missão no mundo: elaborar e comprovar o Teorema
Fundamental da Previsibilidade das Katherines – um teorema que tornará possível
antever, com pura matemática, o desfecho de qualquer relacionamento. Uma
descoberta que vai entrar para a história, elevando Colin Singleton diretamente
ao distinto posto de gênio. E também, é claro, vai ajuda-lo a reconquistar sua
garota. Ou não.
John Green
(sim, o mesmo autor de “A Culpa É Das Estrelas”) consegue prender o leitor ao
livro com seu enredo extremamente interessante, suas notas de rodapé
engraçadíssimas e com uma explicação simples e básica para os leitores que,
assim como eu, odeiam matemática entenderem o teorema de Colin sem grandes dificuldades.
Já viu meu novo blog? Corre lá e dê uma olhada: ALAMEDA LITERÁRIA
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